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  • 21/03/17

Planejamento financeiro empresarial: 7 dicas para colocar em prática


Antes de começarmos nossa conversa sobre planejamento financeiro empresarial, responda: sua empresa teve lucro no último mês? Se sim, quanto? Qual é o produto ou serviço que gera mais resultados? Vocês têm capital de giro suficiente? Os próximos pagamentos serão feitos em dia?

Se você tem dúvidas ao se deparar com essas questões, é sinal de que é hora de prestar mais atenção. Uma gestão financeira eficaz, apesar de imprescindível, não é garantia de que tudo dará certo. A ausência dela, porém, é tudo que um negócio precisa para estar fadado ao fracasso.

Quer obter resultados melhores no caixa do seu negócio, sair do vermelho ou tornar-se capaz de promover o crescimento do seu empreendimento? Veja dicas para fazer um planejamento financeiro empresarial e comece já a colocá-las em prática.

Como fazer um planejamento financeiro empresarial?

Ainda que não seja segredo para os empresários que é de suma importância manter o controle financeiro do negócio, é assustador o número deles que costumam ignorar esse fato. Não por acaso, é alta a quantidade de empresas que precisam fechar as portas logo nos primeiros anos de atividade.

Ao contrário do que muitos pensam, o planejamento financeiro empresarial não precisa ser encarado como um bicho de sete cabeças, muito menos custar uma fortuna. Basta estar disposto a dedicar-se ao assunto e ter disciplina para colocar algumas dicas simples em prática:

1 – Analise a condição atual da sua empresa

Na hora de começar um planejamento financeiro empresarial, é preciso ter uma noção exata de como a sua empresa está atualmente. Por isso, situe-se e elenque todos os pontos que definem o que é o seu negócio e que impactarão o planejamento.

Além de fazer um balanço patrimonial para entender a realidade financeira e econômica do negócio, você pode começar respondendo questões básicas, como, por exemplo: quem é o público-alvo da empresa? Quais são seus pontos positivos? E os negativos? Você oferece quais produtos ou serviços? Quais são os preços? Dá para aumentar sua precificação? É possível renegociar preços com fornecedores a fim de diminuir custos?

2 – Coloque tudo na ponta do lápis

Para começar a planejar o faturamento do seu negócio, coloque tudo na ponta do lápis. O momento certo para começar a fazer isso é já! O erro de muitas empresas é achar que existe época específica para isso, como em janeiro, o que resulta em perda de tempo. Comece o quanto antes.

Na internet, existem vários modelos prontos e gratuitos de planilhas que podem te ajudar a fazer seu planejamento financeiro. Além disso, softwares financeiros também são úteis para te ajudar a ter o controle do negócio e planejar ações futuras com mais embasamento.

O ideal é fazer um orçamento anual, com estimativas de gastos e ganhos para os próximos 12 meses. Para começar, inclua os gastos habituais, como os salários dos funcionários, aluguel e contas de luz e energia, por exemplo, e os gastos extraordinários, como compra de equipamentos novos, manutenções, juros de empréstimos que você pretende fazer, etc.

3 – Tenha controle do seu capital

Para conseguir ter noção de como está a saúde financeira do seu negócio, é imprescindível ter controle do capital. Estabeleça meios para registrar todas as contas a pagar e a receber da empresa e monitore os lançamentos feitos.

Empresários que ignoram essa tarefa não conseguem visualizar com clareza como vão as contas do empreendimento, muito menos são capazes de identificar os momentos em que devem antecipar recebimentos ou evitar o pagamento de multas ou juros.

Tendo controle das contas, fica mais fácil perceber como o negócio tem caminhado ao longo dos meses e, principalmente, projeções futuras de entrada e saída de capital poderão ser feitas com mais assertividade e precisão.

Um erro comum entre os empreendedores é, depois de um tempo, deixar de lado a disciplina com o controle financeiro e parar de monitorar os gastos com regularidade, seja por falta de tempo ou preocupação com a parte operacional do negócio.

Para que você se esqueça do orçamento e não deixe contas acumularem, uma dica é separar uma fração de cada dia para cuidar dos aspectos gerenciais da sua empresa. Com o tempo, você adquire o costume de atualizar planilhas e acompanhar os dados e, assim, terá sempre em mãos números importantes.

4 – Corte os gastos supérfluos e atente-se a despesas pequenas

Uma das melhores partes de fazer um planejamento financeiro é ter consciência de onde vai parar o dinheiro do seu negócio. Com isso, torna-se fácil identificar gastos que são desnecessários ou têm pouca utilidade e, assim, diminui-los ou mesmo eliminá-los de vez. Um pequeno corte aqui, outro ali, e a prática renderá ótimos frutos no futuro.

Mesmo os que têm o costume de cuidar do planejamento financeiro das empresas, muitos empreendedores pecam ao não dar devida importância a despesas pequenas, como lanches, ou gastos ocultos e esquecidos, como rescisões trabalhistas, férias e 13º salário.

Um gasto de R$5,00, para uma empresa, pode parecer pouco. Mas imagine ter essa diferença diariamente no caixa do negócio. Em um ano, essa pequena quantia pode representar uma diferença de mais de R$1.800,00.

5 –  Defina seus planos de ação

Quais são os seus objetivos e metas frente às projeções financeiras? O que é preciso fazer para que o planejamento se torne realidade? Responda a essas questões e crie um cronograma realista de ações, delegando tarefas de acordo com o papel de cada parte da equipe.

Lembre-se de sempre mensurar seus resultados e documentar todas as ações para que, depois, você possa avaliar o seu desempenho.

6 – Nem otimista demais, nem pessimista ao extremo: seja realista

Para trabalhar com estimativas e antecipar gastos e resultados, é necessário lembrar que o futuro e o mercado são feitos de incertezas. Seja realista no momento de colocar suas contas na planilha e trabalhe com cenários diversos.

Se você for otimista, estará preparado apenas para colher bons frutos e não saberá como agir em situações complicadas. Se for pessimista demais, será difícil enxergar o potencial do negócio e prever onde ele pode chegar. Considere possibilidades distintas e tenha lastro para lidar com diferentes circunstâncias.

7 –  Considere buscar a ajuda de um consultor

Organizar o fluxo de caixa, avaliar a necessidade de capital de giro, elaborar métodos de contas a pagar e contas a receber, traçar planos de investimentos, definir planos de ação… Muitos aspectos fazem parte de um planejamento financeiro e até os empreendedores mais experientes podem ter dúvidas ao se deparar com eles.

Para os iniciantes ou veteranos no universo empresarial, é de extrema valia contar com o auxílio direto de um consultor financeiro. Tais profissionais são os mais indicados para orientar gestores e definir com eles os planos financeiros mais certeiros, considerando as características e os objetivos específicos de cada negócio.

Consultoria especializada: Moisés Freire Advocacia

Para manter a saúde financeira de um negócio, mais do que fazer um planejamento financeiro empresarial, é preciso saber se o controle do fluxo de caixa está sendo feito corretamente, avaliar se produtos e serviços estão sendo vendidos pelo preço ideal e, sobretudo, dedicar tempo para analisar todas as informações referentes a gastos e ganhos para medir o desempenho do empreendimento.

Nada disso é tarefa fácil. Com uma visão moderna e metodologia de trabalho focada em resultados, a equipe da Moisés Freire Advocacia conta com profissionais altamente capacitados para oferecer serviços de assessoria adequados à realidade e necessidades de cada empresa.

Precisa de assessoria especializada no seu negócio? Conheça nossas áreas de atuaçãoentre em contato conosco!



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