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  • 27/07/16

Reestruturação financeira, crise e a grande oportunidade

Por: Luiz Cláudio Isaac Freire | Jason Ribeiro Pimentel |


A crise econômica tem motivado uma série de notícias sobre empresas em dificuldades financeiras. A maioria dessas organizações adotam, neste momento, um discurso parecido ao justificar determinadas condutas, como o corte de pessoas e o não cumprimento de suas obrigações legais e financeiras pelo cenário adverso, pela alta dos juros e pelos custos de produção mais altos, além da alta carga tributária. Não há de se discordar que todos esses fatores apontados tornam a vida dos empresários um verdadeiro caos.

Por não vislumbrarem as opções viáveis para reorganizar seus negócios, os empresários, muitas vezes, se veem forçados a tomar decisões que acabam impactando muito negativamente nas suas atividades. Desta forma, muitos se valem de artifícios arriscados para garantir, de alguma forma, a continuidade de seus negócios. Não há de se discordar que alguns ajustes são necessários para a sustentabilidade de um negócio em um cenário de custos altos, dinheiro mais caro e escassez de vendas.

No entanto, a utilização de determinadas práticas, aliada à falta de decisões estratégicas e reposicionamento de mercado, acabou por criar uma percepção pouco positiva em relação às organizações que se encontram em reestruturação ou recuperação. Trata-se de uma herança cultural que levará anos para ser desfeita em nossa sociedade, resultante dos sucessivos ciclos econômicos, ora de retração, ora de crescimento, em nosso país.

O processo de reestruturação de uma empresa em crise econômico-financeira exige um profundo estudo do seu negócio nos níveis estratégico, operacional e financeiro, com o objetivo de obter um preciso diagnóstico e, assim, identificar as causas que a levaram a este estado. Durante os últimos anos, atuando na reorganização e reestruturação de empresas, vimos percebendo em todos esses ambientes organizacionais alguns fatores diferenciais e determinantes para a evolução da fase de crise para a estabilidade e consequente retomada do crescimento.

O principal deles é a sua conduta clara e responsável para com os seus clientes, seus fornecedores e para com os demais públicos envolvidos. Em seguida, a detecção e utilização precoce, no início da crise de forma a facilitar a reestruturação financeira da empresa e impor menores sacrifícios aos seus stakeholders. Isto porque, é certo, quanto mais cedo a crise é enfrentada, utilizando-se os mecanismos adequados, maiores são as possibilidades de sucesso e menores tendem a ser os impactos negativos para os envolvidos.

Ou seja, não adianta apenas se valer de uma ciranda de argumentos para justificar a inadimplência junto aos fornecedores, o não pagamento aos credores em função da crise ou as demissões.

Se a sua empresa passa por dificuldades financeiras, como tantas que temos ajudado ultimamente, vai uma dica: defina sua prioridade. A partir daí, converse, negocie e empenhe a sua palavra com seus fornecedores, credores e funcionários. Honrando com os acordos e com um planejamento financeiro realista e possível, o empresário contribui não somente para a recuperação de seu negócio, mas a retomada de todo o sistema econômico.

Na crise, a grande oportunidade é fazer valer acordos duradouros e vantajosos para ambos. Assim, no futuro, quando a economia voltar a crescer, as organizações que tiverem se valido dessa inteligência empresarial serão recompensadas, pois terão conquistado a tão almejada credibilidade de mercado. Aqui, torna-se necessário ressaltar que toda empresa pode ser reestruturada e transformada a qualquer tempo, a partir do momento que aparecem os primeiros sintomas da crise financeira.



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